Mecanismo de Ação

 

Compensação Hipoxia Celular
Na vigência da oxigenoterapia hiperbárica, a hiperoxigenação dos tecidos hipóxicos na região onde está localizada uma lesão ulcerada crônica restabelece a atividade fibroblástica, com o desenvolvimento da matriz de colágeno, indispensável à formação do tecido de cicatrização e à neovascularização. 
 
Este mecanismo de ação é observado em úlceras refratárias, queimaduras, enxertos, e retalhos comprometidos, lesões por radiação, assim como em tecidos ósseos infectados, através da normalização da atividade dos osteoblastos.
 
Efeito Antibacteriano
O efeito antibacteriano direto de oxigênio sob pressão ocorre devido à grande vulnerabilidade de anaeróbios estritos, aeróbios microaerófilos e aeróbios facultativos aos radicais livres. 
 
A ação antibacteriana indireta do oxigênio sobre aeróbios se processa através do restabelecimento de níveis normais de oxigênio, o que permite que os polimorfonucleares oxidem bactérias tais como estafilococos aureus e epidermidis, pseudomonas aeruginosa e escherichia coli. 
 
A hiperóxia inibe a produção e a atividade da alfatoxina produzida pelo Clostridium Perfringens, responsável pelo estado toxêmico do paciente vítima da infecção. 
 
Ação Bioquímica 
Na intoxicação pelo monóxido de carbono a grande afinidade deste gás pela hemoglobina, mioglobina e citocromos, impede a utilização do oxigênio em vários processos metabólicos. A oxigenoterapia hiperbárica promove a rápida dissociação da carboxihemoglobina, restabelecendo a oxigenação tecidual.
 
Efeito Anti-edematogênico
A oxigenoterapia hiperbárica produz vasoconstricção arterial acentuada, o que responde pela redução do aporte sangüíneo em alguns tecidos, responsável pela diminuição significativa de edemas, justificando o seu emprego em portadores de edema cerebral e síndromes compartimentais.
 
Efeito Mecânico da Pressão 
A embolia gasosa arterial decorrente de iatrogenia ou de acidentes de mergulho, pode ser responsável por sério comprometimento neurológico. A compressão imediata do paciente terá como conseqüência uma redução do volume das bolhas de ar na circulação cerebral, restabelecendo-a prontamente, enquanto que a hiperoxigenação promove a eliminação do gás nitrogênio e, consequentemente, da bolha de ar.
 
Interações Medicamentosas 
A oxigenoterapia hiperbárica age sinergicamente quando aplicada simultaneamente com alguns agentes antimicrobianos, tais como as sulfas, aminoglicosídeos, vancomicina, cefalosporinas e drogas antilepromatosas, assim como com alguns diuréticos, antiarrítmicos, hipotensores e sedativos, sendo contra-indicada em usuários de certos quimioterápicos por potencializar seus efeitos tóxicos.